XVIII


Rompia a manhã, rompia

Alegre como um trinado,
E eu ia triste e calado,
No meio d'essa alegria,
Por entre as flôres do prado...
Rompia a manhã, rompia...

Vendo-me, as flôres do prado

Mais as rosas do silvedo
Cochicharam em segredo...
E erguendo os olhos, a medo,

Num tom de voz repassado
Da mais branda languidez:
«Como elle vae irritado,
«Os olhos fitos no chão!
«Perdôa por esta vez,
«Não ralhes com ella, não?»