X

Em caminho o doutor, compenetrado da minha ignorancia das coisas do mundo, disse-me algumas palavras de conselho, expondo-me, em claros periodos, cheios de sinceridade, os riscos da afouteza quando não se está de sorte, e a profunda sciencia da roleta, que se resume em saber acompanhar a banca. Propoz-me um sector sempre feliz que, uma noite, em casa de certa Elisabeth Blayn, uma escosseza, lhe dera cinco contos e tanto. Falou-me da roda que frequentava o club—gente da melhor escolha: alto commercio, a magistratura, as letras, medicos. Podia-se estar á vontade e o banqueiro, um homem de moral intransigente, correcto e austero—tão digno a dar a bola como um juiz presidindo um conselho.

Tomámos o bond. A tarde triste escurecia e o céu, pluvioso e grosso, pulverisava uma neblina tenue, finissima, como a garôa de Junho nos campos. Durante a viagem falámos rapidamente da Débâcle e de uma loura franzina, de waterproof, que se acolhera a um canto e cruzara modestamente as mãos no collo sobre uma brochura ingleza. Iamos em corrida suave, por um leve declive, em frente ao mar, quando o doutor fez signal para que parassem. Descemos e eu, numa attracção amorosa, volvi os olhos mandando adeuses tristes á loura, que parecia embebida num sonho, tão distrahido tinha o doce e azulado olhar.

—É ali! segredou-me o doutor, mostrando-me, num gesto subtil, uma larga porta, alta e nobre, onde rondava melancolicamente, com as mãos para as costas, um severo criado de casaca. Quando nos viu curvou-se gravemente. Subimos por uma escada de volta e, em cima, num vasto salão, forrado por um tapete fôfo, semeado de moveis, numa desordem encantadora, um moço magro, de oculos verdes, tirava tristonhamente de um Gaveau accordes melancolicos.

—Guedes! O do piano voltou-se inopinado; mas, como o doutor desapparecera numa saleta cercada de cabides, mirou-me fazendo um leve cumprimento e baixou a cabeça terna, correndo os dedos pelo teclado numa escala sentimental.

—Venha guardar o chapéu, amigo Anselmo. E na saleta o doutor preveniu-me: Esse typo que ahi está tirando gemidos ao piano é um famoso cábula. Teve uma charutaria e hoje vive a executar trechos de sentimento e valsas nas batotas e nos saráus dos bairros. Inculca um eterno palpite: o 9. Muito cuidado! Sahimos para a sala. O doutor, esfregando as mãos, aproximou-se do piano.

—Chopin...? O dos oculos ergueu a cabeça exclamando:

—Oh! doutor, bons olhos o vejam. Sacudiu-se todo como para espanar a tristeza d’alma e estendeu a mão affectuosamente.

—Dr. Anselmo Ribas, meu amigo, apresentou o doutor e intimamente: O nosso Guedes.

—Muito prazer, doutor, e estendeu-me a mão dos accordes, humida e molle e, logo, apressado, traquinando: Vamos para a sala, vamos... Já devem estar á mesa. Tomou-nos a frente, abriu uma porta e meus olhos cahiram sobre uma calva polida que reluzia, balançando, de leve, muito regular, como certas pendulas de relogios iconicos.

Entrámos. Jantavam.

O doutor, muito conhecido na casa, foi recebido com um extenso oh! de todos que cercavam a mesa ampla, de carvalho, arranjada como para um banquete, com grandes ramos de flores e puddings tremulos em pratos de porcelana.

A mobilia, toda de carvalho, dava uma feição distincta e séria á sala, forrada de encerado inglez, com grandes reposteiros que pareciam descer do tecto. Creados celeres passavam sem rumor, de um lado para outro. O homem da calva agitava-se, com um guardanapo ao pescoço, esticando os braços para apanhar pedaços de pão numa corbelha de christofle, sempre a mastigar. Mirou-nos e sorriu para o doutor com a boca cheia. Sentámo-nos e logo foi-nos servida a sôpa.

—Que tem feito, doutor? Por onde tem andado? indagou um homemzinho engelhado.

—Negocios, meu caro.

—Não imagina como tem sido lamentada a sua ausencia. Um gordo soprou ao doutor: «O 7 deu hontem tres vezes seguidas. O Monteiro lembrou-se logo do amigo.» E voltando-se para a esquerda: Hein, Monteiro?

Uma voz balofa indagou: Que é?

—O 7, hontem...

—Homem, é exacto: tres vezes! E derreando-se sobre a mesa: Tres vezes, Gomes.

—Sim, justamente porque eu não estava. E o 29?

—Não foi mal, disse com circumspecção o gordo; creio que repetiu. Espere lá... Sacou do bolso uma tira crivada de numeros e, acavallando o pince-nez, consultou—13, 22... ahn... ahn... 29! disse com voz forte... ahn... 29! e... 29! Tres vezes! Dobrou discretamente as notas e guardou-as.

—Vamos ver hoje.

Da ponta da mesa uma voz esganiçada pediu vinho. E travou-se uma palestra viva, cruzada, em que os numeros entravam ás porções, atropelando-se. Discutia-se e, mais uma vez, ficou provado que á roleta não se podia applicar principio algum, porque não havia uma lei que se pudesse dizer exacta,—tudo dependia do acaso. Um rapazola citou Pascal, afiançando que o methodo do illustre autor das Cartas provinciaes era de incontestavel merecimento. Entreolharam-se pasmados e o gordo, cuspindo o palito, indagou:

—E você porque não segue os conselhos do tal Pascal?

—Mas sigo, como não?

—Ah! Então percebo: Pascal tem um methodo excellente para ensinar a ficar limpo. Houve uma gargalhada estrepitosa e o rapazola, corrido, procurou desculpar-se com o temperamento:—Que era um precipitado, sem paciencia, sem calma.

—Qual, menino: só ha uma sciencia—é a sorte. Manda-me para cá a Escola Polytechnica em peso e quero ver se ella arranja alguma coisa com os calculos.

—Esta é a verdade, disseram.

—Qual Pascal, qual carapuça! Olha o Monteiro: tem horror ás mathematicas, é incapaz de sommar duas fracções...

—Incapaz! affirmou o Monteiro sacudindo a mão diante dos olhos como para afugentar a visão da sciencia exacta.

—Entretanto, perorou o gordo, é o que se vê—os numeros procuram-no. O jogo é como a mulher: quanto mais perseguido mais esquivo. Qual Pascal nem meio Pascal—a bola é que regula.

—Está quente aqui, soprou uma voz.

—Horrivel! ajuntou outra, esbaforida.

—Vamos subir, convidou o calvo, e todos, concordando, já anciosos pelo primeiro golpe, accederam.

—Sim, vamos subir. Ha pelo menos ar lá em cima.

O doutor accendeu um charuto e, emquanto os grupos desappareciam por uma porta baixa, que abria sobre um largo patamar de cimento, entre duas escadas, uma que descia para o jardim, outra que subia para um novo corpo do edificio, estabelecemos as condições restrictas do jogo.

—Nunca mais de duzentos mil réis...

—Nunca mais! affirmei.

E caminhámos por onde haviam desapparecido os grupos, ganhámos uma larga escada que levava a um terraço, ao fundo do qual havia a sala occupada exclusivamente pela comprida banca da roleta, já cercada de pontos anciosos. Justamente na ocasião em que assomámos a uma das portas, o calvo, sentado numa alta cadeira, ao centro da mesa, annunciava com solemnidade:

—Cincoenta golpes, meus senhores.

O Guedes já havia tomado posto junto ao rapazola que citara Pascal. O seu olhar cúpido atravessava a espessa bruma das lentes verdes e cravava-se no monte de fixas que o neophyto acariciava cheio de esperança, recapitulando baixinho os sabios principios do mestre. O gordo passeiava semeando fixas com calculo; ás vezes demorava sobre um numero, trincando o grosso beiço rubro, com as sobrancelhas repuxadas por uma meditação profunda e retirava-as, num accesso de palpite, recuando ou avançando para outro numero.

Aproximámo-nos. O doutor, sempre supersticioso, não quiz entrar na primeira parada para jogar com segurança na sorte do banqueiro. O calvo atirou a bola que começou a gyrar, num silencio de anciedade—ouvia-se apenas o leve rumor que ella fazia circulando á borda da roleta, como um satellite minimo em torno de um grande astro, por fim foi amortecendo, amortecendo. O gordo, que acompanhava com ancia o gyro da bola, exclamou:

—Está dormindo! e inspirado: é o 19! disse e precipitadamente atirou sobre o numero tres fixas.

—É o 13, disse o Monteiro, carregando, com a cara á banda, um olho pisco, para evitar o fumo do cigarro.

—Feito o jogo! annunciou o banqueiro. Recolheram-se todos e o calvo, gravemente, espalhando pelo tapete um olhar de exame, cantou. Duplo zero.

Houve uma exclamação desabrida: o numero estava livre. O rateau recolheu todas as fixas e já outras cahiam atabalhoadamente, algumas rolavam. Cruzavam-se braços afflictos. Os de uma ponta pediam obsequiosamente que lhes puzessem duas fixas no 3 ou no 8 e entregavam espichando-se; outros consultavam o mostrador compenetrados, sisudos. O Guedes escrevia numa tira de papel.

—100 fixas! exclamou o doutor e eu, sacando do bolso o dinheiro que me dera meu tio, dei a troco de outras tantas fixas uma nota de duzentos mil réis.

—Quer o troco em cartões ou em dinheiro?

—Em dinheiro, soprou-me o doutor. E eu, immediatamente:

—Em dinheiro...

Deram-me fixas brancas e ao doutor sangue de boi e começámos a cobrir os numeros: elle seguindo o sector sempre feliz, eu indifferentemente, á discrição do acaso, atirando como quem semeia num campo, confiado na terra fertil. Já a bola gyrava quando o Guedes segredou-me em confidencia:

—Olhe o 9, doutor; está vasio.

—Sim, o 9, e atirei para o numero tres fixas. A minha largueza fez pasmar o Guedes. Olhou-me com enternecimento e gratidão como se me quizesse dizer na sua linguagem humilde: «que me agradecia a confiança depositada no seu palpite tão desconceituado, já ridiculo entre os pontos.» E sahiu da melancolia com palavras confortativas:

—O doutor fez um jogo admiravel, vai ver. Mas já o banqueiro annunciava, com a sua gravidade de magistrado, oppondo embargos ao rapazola, que despejava fixas ás tontas: em pleno, nos esguichos, a cavallo, no grande, na terceira duzia, como se quizesse, de uma só vez, chamar ao seu bolso os cinco massos de notas que ali estavam accendendo a cobiça:

—Jogo feito.

—Prompto! Prompto... disse o retardatario, sem arredar os olhos do tapete.

—18, cantou o calvo e o homem do rateau começou a contagem: 35 amarellas.

—Minhas, disse o rapazola coçando a nuca frenetico.

—35 azues...

O gordo, com a voz cheia, accusou: Do dégas.

—105 brancas... eram minhas. O resto foi raspado. O Guedes, corrido, não disse palavra, limitou-se a molhar o lapis nos beiços para annotar e o rapazola, enxugando o suor da fronte, já sulcada de rugas, lastimava: «que sahira justamente o numero em que menos jogara.»

O doutor, vendo-me carregado de fixas, felicitou-me, ajuntando em tom discreto—que não me precipitasse.

—Descance...

—Deve ser agora o 36, disse o Guedes timido.

—Como o 36? porque?

—É a somma de 18.

—Vá lá o 36... Jogo por sua conta, e atirei sorrindo.

O gordo, engasgado, a tossir, seguiu o meu palpite dizendo—que os estreantes são sempre felizes e atirou duas fixas sobre o 36. Tive impetos de declarar que jámais pensara em tal numero, que o palpite era do Guedes, mas o pobresinho voltara para o meu rosto os oculos verdes e, atravéz das lentes, pareceu-me que os seus olhinhos tristes imploravam. Calei-me. Deu o 15.

—Apre! bradou o de Pascal. Que sorte!

—15...! é do sector! disse o Monteiro sentenciosamente recolhendo 140 fixas—e com ironia, puxando o rapazola pela manga do veston: Applique-lhe os principios, homem. Applique-lhe os principios.

—Qual! E agitando uma nota: Mais vinte fixas! Entrara um novo ponto—um velho moreno, magro, de cavaignac. Deu uma volta distribuindo apertos de mão e acercou-se do Guedes.

—Que numeros têm dado? O Guedes entregou-lhe o papel.

—Jogo feito! annunciou o banqueiro. Prompto! Prompto! disseram vozes e, grave, como sempre, o calvo annunciou: 33. Foi a minha sorte—280 fixas. O Monteiro felicitou-me:

—Lindo golpe!

O rapazola sorria batendo as mãos e, sem que eu lhe perguntasse, disse-me esticando o beiço:

—Estou limpo!...

—Nove horas, meu amigo; avisou-me o doutor.

—Sim, sim; vamos já. É a minha ultima parada. E espalhei a esmo um punhado de fixas afastando-me, em seguida, para dar lugar ao novo ponto, que acompanhava todas as peripecias do jogo com vivissimo interesse. A roleta girou mais uma vez e o calvo, com a gravidade habitual, cantou: 18.

—Em branco, disse o doutor puxando-me pelo braço. Os outros, arrebatados, iam arrumando novas camadas, atulhando as casas, com uma gana que seria para receiar se ali não estivesse, na presidencia fatal, o calvo com a sua serena impassibilidade. O rapazola, sacando do collete uma nota amarfanhada, berrou:

—Jogam duas fixas no 17, e acamou a cedula sobre o numero com um murro.

Quando me apresentei ao calvo para receber o valor das fixas, elle sorriu com ar augusto e dignou-se dirigir-me a palavra:

—Então já?

—Tenho compromissos...

—Appareça, disse entregando-me o bolo. E o Guedes, solicito, sahindo ao meu encontro: Appareça, doutor. Venha jantar comnosco.

—Pois sim, pois sim. Mas o doutor do terraço acenou-me, bradando sonoramente: «Boa noite, meus senhores!» Descemos.

Quando passámos a volta do patamar, entrando na passagem que communicava com a sala, alguem, que se balançava numa cadeira, na penumbra humida de um socavão, indagou com um timbre feminino: se não queriamos tomar alguma coisa—cerveja, cognac?

—Obrigado, agradeceu o doutor, e como eu lhe perguntasse quem era:

—Hebe, disse elle sorrindo maliciosamente.

Atravessámos a sala deserta, tomámos os chapéus e sahimos. A noite estava radiosamente estrellada. A chuva cessara de todo, deixando no ar uma frescura humida. No mar tranquillo estendia-se tremulamente o rastro diaphano do luar e sobre o muro do caes um grupo de homens cantava em vozeirada um rondó de opereta.

—Apre! respira-se finalmente.

—É verdade! Que forno esta casa!

—Para mim principalmente: queima-me todo o dinheiro. E num tom convincente: Mas a gente é de escolha.

—Pois não: roda magnifica. O proprio Guedes é excellente rapaz.

—Excellente. Um admiravel companheiro, meio desconfiado... Vai ás nuvens quando alguem o chama de cábula. Sinto que não tivesse visto o Balduino, o Pai 13, como é conhecido nas batotas. Jogador incorrigivel. Affirma que desde os 14 annos faz ronda ao tapis vert. Com 15 annos perdeu a legitima materna e anda agora a transviar o fruto amargo da labuta caseira—magros mil réis que a mulher e as filhas retiram da loja para onde cosem calças e colletes de brim. Mas é um excellente pai de familia, o Balduino! adora a sua gente, é tão amigo dos filhos como da roleta, é tão fiel á mulher como ao seu numero. Se consegue fazer uma feriasinha razoavel, que lhe dê para um mez, entra pela casa carregado de embrulhos, enche á farta a dispensa, paga as contas, resgata as joias, veste o rancho e accende uma vela de libra aos pés da Conceição para que lhe dê um pleno volumoso. Ao jantar levanta um brinde commovido ao magnifico numero, e toda a familia acompanha-o com religiosidade, tocam-se as taças e Balduino desenrola mais uma vez o seu grande plano de felicidade que elle mesmo, uma noite, contou-me ceiando commigo num gabinete do Bragança: «Entra com 20$, atira-os em pleno sobre o numero e ganha; deixa todo o lucro... e repete. Affronta a sorte, num accesso de coragem louca, e ganha ainda... é uma fortuna—não ousa arriscar mais, retira o bolo e, no dia seguinte, entra em ajuste de compra com um fazendeiro—fica-lhe com as terras e estabelece uma criação de gallinhas em grande escala. Novos calculos: tantas gallinhas, tantas posturas e faz-se exportador de frangos e de ovos, conseguindo accumular em 10 annos quantia superior a 5 mil contos. Apparecem então as ambições politicas—é outro jogo, porque Balduino, apezar de retirado, não póde esquecer, por gratidão, o seu inicio. Apresenta-se candidato, ganha a eleição, entra na camara com o diploma, faz o diabo, até que um dia, inopinadamente, cahe-lhe em casa uma pasta. Mas Balduino, sempre fiel, não entra em exercicio senão num dia 13—vai protelando, ha tantos meios de protelar: enfermidade, arranjos, coisas, até que chegue o dia... Ah! então o Brasil viverá em regalada paz com a sua administração cabulosa». Eis o seu romance. O certo é que Balduino tem feito Africas: teve camarote no Lyrico e apresentou-se com dignidade. Dizem que, em certos dias, passa como Lucullo.

—Dava alguma coisa para ver esse typo.

—Ora espere... hoje é...?

—8.

—Então podemos partir descançados—não vem cá.

—Como sabe?

—É que elle só joga nos dias impares: tem a superstição ás avessas.

Caminhamos lentamente, em silencio; por fim observei ao meu amigo:

—O senhor joga friamente.

—É um engano, meu amigo; apparento.

—Mas não se distrae. Parece que não acha prazer...

—No jogo? muito! Penso com os modernos que dizem que o jogo é um prazer esthetico. O gozo do jogador, pela tenacidade da emoção prolongada e forte, pela ausencia do sentimento, porque é um phenomeno todo material de sensação, excede o do artista que contempla embevecido, por longo tempo, uma obra de genio. Os sentidos, no jogador enfebrecido, atrophiam-se e tornam-se uma especie de abstracção, algumas vezes excessiva, a ponto de o deixar em immobilidade de hypnotico, emquanto corre o azar da bola ou das cartas. O jogo opera como a morphina—excitando e abatendo: é um estupefaciente. A emoção é cruel sem deixar, por isso, de ser agradavel. Se não educa o gosto, educa as paixões: a luta com o acaso torna o homem indifferente, quasi stoico. Habituado ás contrariedades não soffre com os revezes, acha-os naturaes, aceita-os sem protesto, passivamente, como aceita as sortes da banca. Alguem descobriu que o jogo era uma manifestação da hysteria, foi talvez por isso que a sabia Europa instituiu para os hystericos dessa mania, o grande hospital de Monte-Carlo. Mas olhe o bond... vamos!

E deitamos a correr em direcção ao bond.