GONÇALO
Quem se não deixará vencer?—Á volta irei dedicar-lhe esta vida, que já toda lhe pertence. Hade permittil-o Deus!
MARQUEZ (intervindo)
Fizeram todos o seu dever. Tenho tambem um para cumprir… (para o Commendador e Morgado) Ás pessoas, que eu protejo, nem o proprio Marquez de Pombal se atreveu nunca! (fulminando-os de desdem) Sr. Morgado da Gésteira, precisa sair de Lisboa e tornar quanto antes para a sua terra… (O Morgado fica attonito.—Com intimativa.) Precisa.—Hade ter disposições que fazer. Não o quero demorar… (O Morgado percebe e encaminha-se todo encolhido e confuso á porta da D.) Espere… o seu amigo Commendador deseja acompanhal-o.—Sr. Commendador, é provavel que a Meza da Consciencia lhe queira tomar contas do modo por que tem cumprido os encargos da sua commenda. (O Commendador, que ao principio ouvia altivo, resigna-se tambem o segue o Morgado.)