IV.

A que nos dotes da alma taõ possante,
Discreta, grave, terna, e generosa,
Que da mesma bellesa sendo Atlante,
Tinha por menór prenda o ser formosa:
Nos donaires do talhe taõ galante,
Nos alinhos da graça taõ vistosa,
Que topando na culpa de Narciso,
Fora sem culpa seu discreto aviso.