V.
Mas qual o passarinho descuidado,
Lisonja mais gentil da tenra idade,
Foy das maõs do menino aprisionado,
Que lhe roubou no laço a liberdade:
Que quando delle mais galanteado,
Exprimenta no mimo a crueldade:
E quando a côr das pennas lhe contenta,
Nas que lhe tira, mais lhas accrescenta.