XLVI.
Mas ay! que as plantas no desdẽ da idade,
Mas ay! que as flores no rigor de hũ vento,
A naõ serem Jasmins na brevidade,
Naõ seriaõ Perpetuas no tormento:
Só tu terrivel ancia da saudade
Eternizas agora o sentimento;
Porque quando matar-me amor ordena,
Me deixas vida, com que o corpo pena.