SCENA IX

Germano, Traviata, depois Fernando

Traviata (entrando)

Santo Deus! O que é isto?
Que gestos! que borborinbo!

Germano (áparte)

Ella outra vez! Não resisto: vou tratar de me safar, p'ra não lhe quebrar o focinho. (Sahe)

Fernando

Então assim nos assusta,
Traviata? Que faz aqui?
Todos andam em busca,
todos perguntam por si.

Traviata

Como lhes sou obrigada! (Senta-se no sophá). Porém estava fatigada, e vim descançar um pouco.

Fernando (senta-se ao seu lado)

Agora, que estamos sós, vou dizer-te com franqueza o que ha muito te occultava: essa tua linda voz e deslumbrante belleza, sempre, sempre me inspirava um amor sincero, crê; e p'ra prova d'esse amor e que te sou affeiçoado, aqui te offereço esta flor, (tira a flor da lapella e colloca-a no cabello de Traviata) que te ponho no toucado: e visto que não recusaste estas amorosas fallas, vamos girar pelas sallas, fazer ferro a quem nos vê.

Traviata (áparte)

Oh! quando Alfredo souber vae de dor, oh! sim morrer! (Sahe pelo braço de Fernando).