III
O ceo, a terra, os homens, quanto os cerca,
Que lhes importa nesse doce instante?
Tudo é nada a seus olhos deslumbrados
Pelo fogo do amor; tudo se perde,
Se confunde, e se esvai nesse delirio!
Nos suspiros que vem do fundo d'alma,
Nesses mesmos, respira tal ventura,
Que, se fosse mais longa, dentro em pouco
A vida ou a razão succumbiria!
Oh! quem sente lavrar dentro do peito
O fogo da paixão com tanto imperio,
Não pensa na desgraça, nem se lembra
Da curta duração de taes enganos!
Ai! quantas vezes despertâmos antes
De saber que não volta o mago sonho!!