V
Tranquillo no seu leito solitario,
Hugo repousa, e pode sem receio
Livremente soltar o pensamento.
Porém ella descança a fronte pallida
Das fadigas do amor, junto do esposo.
Sonhando, em voz sumida solta um nome,
E suppondo estreitar contra seu peito,
Agitado e febril, o terno amante,
Entre os braços comprime esse que dorme
Agora ao lado seu. Subito acorda
Á suave impressão do meigo abraço
O esposo que se julga idolatrado,
Até nos sonhos da adorada esposa!