VI
Sobre o seu coração com quanto affecto
Reclina aquella fronte encantadora!
Com quanto afan procura ouvir as frases,
Que de seus labios solta entrecortadas!
Mas.... que ouviu? Santo Deus! Nesse momento,
Azo, o altivo senhor, estremecêra
Como tendo escutado a voz do archanjo!
Oh! deve estremecer, porque a sentença,
A sentença fatal que os seus ouvidos
Acabam de escutar, vai despenhal-o
Para sempre no abismo da desgraça!
O nome que ella em sonhos proferíra,
Que soára tremendo como a vaga,
Quando arremeça aos concavos rochedos
A debil prancha que sustenta o naufrago,
Esse nome qual foi? O nome de Hugo;
Hugo, o filho da pobre e linda Branca,
Que o principe illudiu, e sem piedade
Depois abandonou! Hugo, seu filho,
Fructo innocente de um amor culpado!