VII

Azo arranca o punhal, mas pára olhando-a!
Quem podera immolar um ser tão bello?!
Oh! ninguem! Apesar do negro crime,
Da nefanda traição, faltam-lhe as forças,
Ao contemplal-a assim adormecida.
Nem a acorda sequer, mas por instantes
No seu rosto encantado crava os olhos.
Se de subito agora despertasse,
A infeliz nesse olhar sentíra a morte!
Pela fronte do principe traído,
Frio corre o suor, e á luz da lampada
Estremecem brilhando as grossas bagas.
E ella dorme! Oh! mal sabe que os seus dias
Nesse instante fatal foram contados!