[339] Henriqueida, poema heroico, &c. composto pelo illustrissimo e excellentissimo Conde da Ericeyra D. Francisco Xavier de Menezes, &c. (including all the titles of the Count), Lisboa occidental, 1741, in 4to. The distinction of Lisboa oriental and Lisboa occidental is founded on an ecclesiastical division of the city.

[340] See page [246].

[341] The poem commences thus:—

Eu canto as Armas, e o Varaõ famoso,
Que deo a Portugal principio Regio,
Conseguindo por forte, e generoso,
Em guerra, e paz o nome mais egregio;
E animado de espirito glorioso
Castigou dos infieis o sacrilegio
Deixando por prudente, e por ousado,
Nas virtudes o Imperio eternizado.
Europa foy da espada fulminante
Teatro illustre, victima gloriosa,
Asia vio no seu braço a Cruz brilhante,
E ficou do seu nome temerosa:
De Africa a gente barbara, e triumfante
Selhe postrou rendida, e receosa,
Para ser fundador de hum quinto Imperio
Que do Mundo domine outro Emisferio.

[342]

Naõ Calliope heroica agora invoco.
Tu me inspira, ó Deidade, &c.

[343] The following is part of the picturesque description of Henry’s entrance into the sybil’s cave.

Da horrenda gruta e entrada defendiaõ
Agudas folhas da arvore do Averno,
E enlaçadas raizes, que se uniaõ,
Mais que de Gordio no embaraço eterno:
Penhascos desde a terra ao Ceo sobiaõ
Lubricos os fez tanto o frio inverno,
Que Henrique vio, subindo resolutos,
Precipitarse os mais velozes brutos.
O mar, e a terra em horrida disputa
Gritavaõ com clamores desmedidos;
Que naõ entrassem na funesta gruta
Os que assim o intentavaõ presumidos:
A constancia mais forte, e resoluta,
De ondas, e rochas tragicos bramidos,
Temia vendo unirse em dura guerra
Contra hum sò coraçaõ o Mar, e a Terra.

[344]

Aves, penhascos, feras, troncos, ramas,
O Heroe venceo, e os mesmos elementos,
Pois fez o coraçaõ com vivas chamas
Secar as ondas, e acender os ventos.
Tu, diz Henrique, ó Genio, que me inflamas,
De sacrilegos livra os meus intentos;
Deixarey hum perigo, que se encobre,
Venerando ao sagrado hum medo nobre.