[23] This is expressly mentioned by the Spanish writer Sarmiento, who says:—El cancionero Portuguez contiene muchissimos mas poetas que el Castellano. Este contiene solos los del siglo xv. pero aquel contiene algunos del Siglo xiv.—Obras posth. p. 323.

[24] It will soon be necessary to make this author the subject of a particular notice.

[25] I have met with no notice of a Romanceiro distinguished from the Portuguese Cancioneiro by any remarkable number of narrative romances.

[26] Dieze, in his Remarks on Velasquez, p. 76, has collected notices of the lives of those Portuguese who in the fifteenth and sixteenth centuries distinguished themselves by the composition of latin verse.

[27] According to the testimony of Barbosa Machado, Lopes wrote several chronicles; only one was however printed, a damaged copy of which I have now before me. It is entitled: Chronica d’El Rey D. Joaõ I. de boa memoria &c. composta por Fernam Lopes. Lisboa 1644. With Zurrara’s continuation it forms one thick folio volume. It is singular enough that in these old Portuguese chronicles, the word Rey (King) is always preceded by the Castilian article El, instead of the Portuguese O. Thus El Rey, united as if forming one word, has become in the official stile of Portugal the substitute for O Rey.

[28] The following speech, which is short, and is not badly conceived, may be transcribed here entire as an interesting specimen of Portuguese prose of the fifteenth century. Nuno Alvarez, who commands the Portuguese army against the Castilians, whom his brothers have joined, thus addresses his companions in arms:—

Amigos, eu nam sey mais que diga do que vos jà tenho dito, però ainda vos quero responder a ìsso, que me dissestes. Quanto he o que dizeis: que os Castellanos sam muytos, et vem grandes Capitanes, et senhores com elles, tanto vos serà mayor honra, et louvor de serem por vós vencidos, ca jà muytas vezes aconteceo os poucos vencerem muytos, porque todo o vencimento he em Deos, et nam nos homens. Na outra cousa, em que duvidaes, segundo parece, que he a vinda de meus Irmaõs em sua companhia, a ìsso nam temais por nenhuma guisa, nem Deos quizesse tal, que nenhum por mim fosse enganado. Ca eu naõ os hey por meus Irmanos nesta parte, pois que vem por desviar a terra, que os gérou. E nam digo contra meus Irmaõs, mas em verdade vos juro, que ainda que ahi viesse meu Padre, eu seria contra elle, por serviço do Mestre meu senhor. E pera vós verdes que he assim, se a voz praz de em esta obra sermos todos companheiros; eu vos juro, et prometo, que eu seja o dianteiro ante a minha bandeira, et o primeiro que comece a pelejar, et assi podeis ver a vontade, que eu tenho contra meus Irmaõs neste feito. Mas, naõ embargo da vossa tençaõ ser todavia qual me dissestes, aquelles, que se quizerem hir pera suas casas, et lugares, vaõse com Deos, ea eis, et esses poucos de boõs Portugueses, que comigo vem, lhe entendo poer a praça.

[29] Barbosa Machado’s article under the head “Bernardim Ribeyro,” is too short and unsatisfactory for a name so celebrated.

[30] For example in the following stanzas:—

O dia que ally chegou
Com seu gado et com seu fato,
Com tudo se agasalhou
Em huma bicada de hum mato,
E levandoo a pascer,
O outro dia à ribeira
Joana acertou de hi ver,
Que andava pela ribeira
Do Tejo a flores colher.
Vestido branco trazia,
Hum pouco a frontada andava,
Fermosa bem parecia
Aos olhos de quem na olhava.
Jano em vendoa foy pasmado,
Mas por ver que ella fazia
Escondeose entre hum prado.
Joana flores colhia,
Jano colhia cuidado.
Despois que ella tene as flores
Jà colhidas, et escolhidas
As desvariadas cores
Com rosas entremetidas,
Fez dellas huma capella.
E soltou os seus cabellos
Que eram tam longos como ella,
E de cada hum a Jano em vellos
Lhe nacia huma querella.—
Eglogo II.