But a stanza still more admired, is that in which the gigantic spirit describes his rage on discovering that he was embracing a rock, while he fancied he held in his arms the goddess of whom he was enamoured:—
Oh, que naõ sei de noja como o conte!
Que crendo ter nos braços quem amava,
Abraçando me achei co hum duro monte
De aspero mato e de espessura brava.
Estando co’hum penedo fronte a fronte,
Que eu per o rosto angelico apertava,
Naõ fiquei homem, naõ, mas mundo e quedo,
E junto a hum penedo, outro penedo.
Canto V.
[160] Canto V. Estancia 35.—The recollection of this merry shipmate seems to have been preserved among Portuguese seamen, from Vasco da Gama’s time down to the age of Camoens.
Entrava neste tempo e eterno lume
No animal Nemeo truculento,
E o mundo, que co o tempo se consume
Na sexta idade andava inferno e lento;
Nella vè, como tinha per costume,
Cursos do Sol catorze veces cento,
Com mais noventa e sete, en que corria,
Quando no mar a armada se estendia.
Canto V. Est. 2.
Algum repouso, em fim, com que pudesse
Refocilar a lassa humanidade
Dos navegantes seus, como interesse
Do trabalho que encurta a breve idade.
Canto IX. est. 20.
[163] In quoting the commencement of this description it is difficult to know where to stop:—
Tres formosos outeiros se mostravam
Erguidos com soberba graciosa,
Que de gramineo esmalte se adornavam,
Na formosa Ilha alegre, e deleitosa:
Claras fontes, e limpidas manavam
Do cume, que a verdura tem viçosa:
Por entre pedras alvas se deriva
A sonorosa lympha fugitiva.
N’hum valle ameno, que os outeiros fende,
Vinham as claras aguas ajuntar-se,
Onde huma mesa fazem, que se estende,
Taõ bella, quanto póde imaginar-se:
Arvoredo gentil sobre ella pende,
Como que prompto está para affeitar-se,
Vendo-se no crystal resplandecente,
Que em si o está pintando propriamente.
Mil arvores estaõ ao Ceo subindo,
Com pomos odoriferos, e bellos:
A larangeira tem no fructo lindo
A côr que tinha Daphne nos cabellos:
Encosta-se no chaõ, que está cahindo
A cidreira co’os pesos amarellos:
Os formosos limões, alli cheirando,
Estaõ virgineas tetas imitando.
Cant. IX.
The flowers of this enchanted garden are then described with the most charming luxuriance.