—Pois está dito. Não descansarei emquanto a não escrever. Mal ou bem, depressa ou devagar, ella ha-de sair!
—Ó senhor Antonio! olhe que eu depois quero tambem...
—Descance, que ha-de ser você talvez a primeira pessôa que nesta freguesia ha-de têl-a.
—E isso levará muito tempo, ó sr. Antonio?
—Leva, leva! Vê que a minha vida não me permitte dispôr de muito tempo para isso. Com certeza que antes de tres ou quatro mezes não a escrevo. Depois...{30}
—Sim, sim! É preciso tambem depois imprensal-a, e tudo leva tempo.
—Pois é isso. Antes de meio anno ou mais, você não a vê.
—Seja lá quando fôr! Mas que Deus não me mate sem a ouvir lêr. E olhe que ha-de ser vocemecê que m'a ha-de lêr, ouviu?
—Está dito.
O carro seguia por entre duas alas de salgueiros viçosos, cheios de orvalho, que rolava das suas folhas verdes como perolas da mais fina transparencia.