Era negro, vibrante, luzidio,

Madrugador, jovial;
Logo de manhã cedo

Começava a soltar d'entre o arvoredo
Verdadeiras risadas de cristal.
E assim que o padre cura abria a porta

Que dá para o passal,

Repicando umas finas ironias,

O melro d'entre a horta
Dizia-lhe: «Bons dias!»
E o velho padre cura

Não gostava d'aquellas cortezias.
O cura era um velhote conservado,
Malicioso, alegre, prasenteiro;
Não tinha pombas brancas no telhado,

Nem rosas no canteiro;

Andava ás lebres pelo monte, a pé,

Livre de rheumatismos,