Graças a Deus, e graças a Noé.
O melro despresava os exorcismos

Que o padre lhe dizia:

Cantava, assobiava alegremente,

Até que ultimamente
O velho disse um dia:

«Nada, já não tem geito! este ladrão

Dá cabo dos trigaes!
Qual seria a rasão

Porque Deus fez os melros e os pardaes?!»

E o melro no entretanto,
Honesto como um santo,
Mal vinha no oriente
A madrugada clara

Já elle andava jovial, inquieto,
Comendo alegremente, honradamente,
Todos os parasitas da seara
Desde a formiga ao mais pequeno insecto.
E apezar d'isto o rude proletario,

O bom trabalhador,