Minado por tão intimo desgosto;
E o vermelho oleoso do seu rosto
Tornava-se amarello dia a dia.
E foi tal a paixão, a desventura,
(Muito embora o leitor não me acredite)
Que o bom do padre cura
Perdera... o appetite!
Andando no quintal um certo dia
Lendo em voz alta o Velho Testamento
Enxergou por acaso (que alegria!
Que ditoso momento!)
Um ninho com seis melros escondido
Entre uma carvalheira.
E ao vel-os exclamou enfurecido:
«A mãe comeu o fructo prohibido;
Esse fructo era a minha sementeira:
Era o pão, e era o milho;
Transmittiu-se o peccado.
E, se a mãe não pagou, que pague o filho,
É doutrina da Egreja. Estou vingado!»
E engaiolando os pobres passaritos