Soltava exclamações:
«É uma praga. Maldictos!
Dão-me cabo de tudo estes ladrões!
Raios os partam! andai lá que emfim...»
E deixando a gaiola pendurada
Continuou a ler o seu latim
Fungando uma pitada.
Vinha tombando a noite silenciosa;
E caia por sobre a naturesa
Uma serena paz religiosa,
Uma bella tristesa
Harmonica, viril, indefinida.
A luz crepuscular
Infiltra-nos na alma dolorida
Um mysticismo heroico e salutar.
As arvores, de luz inda doiradas,
Sobre os montes longiquos, solitarios,
Tinham tomado as fórmas rendilhadas
Das plantas dos herbarios.