E a natureza fresca, omnipotente,
Sorria castamente
Com o sorriso alegre dos heroes.
Nas sebes orvalhadas,
Entre folhas luzentes como espadas,
Cantavam rouxinoes.
Os vegetaes felizes
Mergulhavam as sofregas raizes
A procurar na terra as seivas boas,
Com a avidez e as raivas tenebrosas
Das pequeninas feras vigorosas
Sugando á noite os peitos das leoas.
A lua triste, a lua merencorea,
Desdemona marmorea,
Rolava pelo azul da immensidade,
Immersa n'uma luz serena e fria,
Branca como a harmonia,
Pura como a verdade.