O REI, despedindo o cronista:

Cronista, vai dormir… boa noite… Deus queira
Que o sono te refresque um pouco a maluqueira…

O CRONISTA sai, pensando:

Na batalha da vida evidente se torna
Que ou havemos de ser martelo ou ser bigorna.
Conclusão natural do dilema singelo:
Evitar a bigorna triste… e ser martelo.
Monstruoso, feroz, horrível, mas em suma
Ponderemos que a vida é curta,—e que há só uma!

SCENA IX

O REI, sentando-se cómodamente ao fogão:

Ora do doido estou eu livre! Agasalhei-o,
Matei-lhe a fome, e agora quente, o ventre cheio,
Cama bem farta, vai dormir e repousar,
E não volta por certo esta noite a cantar…

Repotreando-se alegremente.

Uff! sinto-me bem! volto a mim…

Trincando um charuto e voltando-se para Ciganus: