OS SOLDADOS, em clamor:
Viva El-Rei! viva El-Rei!
O REI:
Compreendo. Excelente!
Ora que espiga! por um triz, hãn! por um triz,
Não vou às malvas! Ando em sorte!… fui feliz!…
Iam-me empandeirando! um cheque e mate ao rei!
Ora a cáfila! ora a cambada!… Se eu o sei,
Com mil bombas! que os desfazia!… Eu lhes diria!
Oh, que porradaria! oh, que porradaria!
Rebentava-os! dava-lhes conta do bandulho
E dos cornos, mas à paulada! era a 'stadulho!
Quando o trono cair, sem lenha é que não cai…
Mostarda rija! O banazola de meu pai
Tinha-os em mau costume… Isto agora é p'rigoso…
Aqui há unhas p'ros coser… olá, se os coso!
Entra um cavaleiro, portador duma mensagem.
CIGANUS, depois de a ler:
Montaria real! Foi covil por covil:
Feras mortas oitenta e prisioneiras mil.
O REI:
Dois gajões duma cana! Obra de lei!… Entrego
Nas vossas mãos o meu destino, como um cego.
Marquês, faço-te duque; e ao ducado acrescento
Quinze milhões… Encaixa a história no orçamento…
Opiparus, a ti, reinadio e marau,
Pago-te os cães: trezentos contos…