Olho e custa-me a crer!… tonto!… a cabeça vária,
À roda… Já nem sei… Que noite extraordinária!…
Que noite!… aparições, visões, trovões, um pandemónio
De inferneiras, de bruxarias do demónio!…
Eu 'starei doido ou 'stou sonhando?!… Que aventura! oh que aventura
Monstruosa!… Perco a razão… foge-me a vista…
O ladrão do maluco e o diabo do cronista
Deram-me volta à cachimónia, esfutricada
Já de tanto banzé e de tanta noitada!…
Quem pudesse dormir!…
Vendo o pergaminho:
Assinemos de vez
Esta léria…
Assinando e chamando:
Marquês!
Aterrado, em altos gritos:
Marquês! marquês! marquês!
Raios os partam! ninguêm ouve… tudo dorme!…
Sòzinho!!…
O DOIDO, na escuridão:
Oh, que fedor!… oh, que fedor!…