Nas faces desmaiádas
Veem-se indicios da vigilia estóica,
Que passam a cantar em rima heroica
As antigas batalhas porfiádas...
Seus olhos amoraveis
Andam tristes, vermelhos de chorar,
Em noites silenciosas, ao luar,
As desgraças dos povos miseráveis...
Espiritos do bem,
«Almas de fogo, que um vil mundo encerra»
Como os denominou quem foi na terra
Entre os maiores trovadôr tambem...
Ó pálidos poetas,
Eu vos saudo, ó almas desditosas,
Cantôres das batalhas ou das rosas,
Coroádos de lauréis ou de violêtas...
IX
O TUBERCULOSO
Alem, sentado á sombra das ramadas,
No musgo dum rochêdo,
Cisma um joven de faces desmaiádas
Tão magro que põe medo...
É o tísico. Nos olhos encovados,
Dorídos de sofrer,
Vê-se a resignação dos desgraçados
Cançados de viver...
Sussurra a aragem fría pelas heras
Um canto gemebundo,
Como a musica etéria das Esféras
Nos ámbitos do mundo...
Caem as folhas mortas, retorcídas,
Revelhas pela relva;
E as avesinhas calam-se, transídas
De frio, pela selva...