É déla a paz celestial.
(Olhái que faces de arcanjo...)
Morrêu santa, virginal,
Santa e pura como um anjo
*
Ó tisicas lacrimosas,
Que á tardinha, a passear,
Sfalfadítas de chorar,
Dizeis queixumes ás rosas...
Tendes saudades da vida?
Para quê?—Não vale a pêna...
Gozarêis a paz querida
Da celeste luz serêna...
E o luar irá beijar
As vossas campas musgosas.
Que dôce amigo o luar,
Ó tísicas lacrimosas...
*
E vós, cachópas, que assim
Pranteáis a que morreu,
Não solucêis, porque enfim
Ela é um anjo no Céu...
E olhái:—se a desônra um dia
Vos tem de vir, (Vossa mãe
Morreria de agonia...)
—Mais vale morrêrdes tambem
E as virgens, acenando-me um adeus, sufocádas pelas lagrimas, lá foram seguindo o caixão, como anjos do desespêro, soluçando em côro:
Chorái, ó rôlas serênas;
Chorái, brisas murmurosas;
Chorái, ó brancas falênas;
Chorái, relvas; chorái, rosas...