Subímos o montículo da Vida...
Somos chegados. Parêmos.
Descubrí-vos, rapazes, e ajoelhêmos
Ante a Cruz alem erguida...
Envolta numa auréola luminosa,
No tôpo da existencia, ergue-se a Cruz:
—Tribúna inegualavel, magestosa,
De onde nos fala Jesus...
Cercam-na as almas místicas dos crentes
Num circulo de prantos e orações;
Sobre as rosas astráis dos corações
Vêm os anjos curvar-se reverentes...
Corações, que são rosas redolentes
Abertas nos jardins das solidões,
Sob o influxo das doces radiações
Dos olhos de Jesus meigos e ardentes.
Ó santas almas bem-aventurádas,
Aos pés chagosos de Jesus prostrádas,
Dái-me um logar humilde ao vosso lado...
Ando a correr a via dolorosa
Do mundo, deste mundo desgraçado,
Que me tortura a alma suspirosa...
*
Rapazes! Que encontrastes vós no mundo,
Senão desgostos, lagrimas, saudade?...
Ha um cancro antiquissimo e profundo.
Que rói a Humanidade...
Esse cancro nojento, pustulôso,
Esse herpe roedôr e mal curado,
De onde escorre um pus negro, venenôso,
—É o cancro do Pecádo!