Uma frecha rompeu do matagal, roçando a cabeça do chefe; e ainda os orientais estavam meio estendidos, e já Vamiré, de um salto, se achava junto da fogueira.
Por seu turno, o velho despediu uma frecha, mas esta perdeu-se, passando à esquerda do Pzann.
Vamiré, de clava erguida, ia esmagar o seu único adversário, quando Élem interveio, suplicante. Imediatamente, o grande nómada dirigiu-se aos homens estendidos e, num gesto, significou-lhes claramente que mataria o primeiro agressor.
Reconhecendo-se vencidos, os orientais aguardavam as ordens de Vamiré. O velho olhava sem receio para o intruso, e fez sinal aos seus, para que sossegassem.
—Fala, e não prefiras a violência à justiça.—Vamiré compreendeu que podia ditar as suas condições, e, com a sua mímica, indicou que desejava Élem.
—Vai!—disse o velho a Élem.—Mas porque levas, à força, uma rapariga das nossas tribos? Funda-se o teu sangue com o nosso, e reúna a paz os filhos da Luz com os homens das regiões desconhecidas.—
Élem pegou na mão de Vamiré e conduziu-o, com[{112}] palavras doces, para junto do chefe. O Pzann deixou-se conduzir, cativado pela voz austera e nobre do oriental; mas, atrás de si, os orientais levantaram-se inopinadamente, com um clamor entusiástico.
Vamiré acreditou numa perfídia, segurou Élem e começou a fugir. A alguma distância, nas trevas, parou.
—Velho burlador,—clamou ele,—a tua voz canta a paz, mas o teu espírito quer a guerra. Vamiré despreza-te.—
Entrementes, armava o arco e apontava. Élem interpôs-se novamente. A frecha, desviada, internou-se nas trevas. Os outros armavam-se então; mas Vamiré desapareceu, enquanto o chefe, consternado, impedia a perseguição: