O chefe anunciou-lhes que depois do crepúsculo chegariam às raias; o que foi confirmado pela presença dos grandes quadrúpedes migradores, amigos das planícies.

Reapareceu a confiança e a esperança, não obstante a chuva, e o negrume da floresta, em que vagueavam mais numerosas as feras nocturnas. Seis lobos pereceram sob as frechas ervadas; os outros dispersaram-se; o homem pareceu retomar o seu ceptro.

Mas as cataratas jorravam mais copiosamente; um vento impetuoso sacudiu as árvores; as feras, inquietas, irromperam da sombra; a situação dos homens tornou-se lamentável.

Os lobos tornaram a agrupar-se; no esconso da mata, tornou-se mais vivo o rir das grandes hienas. A aproximação da noite duplicou os ruídos de hostilidade, o odioso clamor das feras.

Os orientais largaram a passo forçado. Atrás deles, ofegava a respiração dos lobos, e a rajada do vento atirava-lhes aos olhos folhas mortas.

As pálpebras da noite fecharam-se rápidas em meio do temporal. O chefe parou então.

O lobo, de pupilas fosforescentes, fechava adiante o seu círculo, e uivava, de beiços erguidos sobre os agudos caninos.

Havia poucas frechas, e o lume era impossível. Era forçoso resignarem-se os orientais a marchar de noite, com infinitas precauções. Demais, a raia era a salvação.

Lentamente, mantendo os lobos em respeito com tiros de zagaia, os asiáticos prosseguiram na marcha...[{117}]

À terceira hora de trevas, a nona depois do meio-dia, avistaram a aberta que dava para a planície.