Mas Vamiré, cheio de indignação, replicou:
—O meu sangue também é novo, e não perdoaria a perfídia!—[{149}]
Armou o arco, e a sua frecha atravessou o peito do agressor.
Depois, correu para junto do tardígrado ferido. Os companheiros chupavam o sangue da ferida, extraindo assim o veneno. Vamiré buscou um antídoto, folhas alcalinas, cuja seiva ele espremeu na ferida aberta, em que depois as estendeu.
No campo dos orientais, o velho tratava do ferido. Este persistia em soltar injurias contra os comedores de vermes; e todos estavam indignados, porque o nómada ferira um homem, para vingar uma criatura ignóbil.[{150}][{151}]
[XX
Assalto à ilhota]
Prolongaram-se as tréguas.
Os orientais recuaram a sua fogueira para o abrigo do matagal. Os cães estavam invisíveis, mas os seus uivos trovejavam na espessura.
Os comedores de vermes recaíam no sono, à parte alguns velhos mais resistentes.
Vamiré fortificava o retiro de Élem com grossas ramadas e preparava as suas armas. O fumo das fogueiras flutuava sobre a água, entre clarões purpúreos.