A precipitação dos tardígrados em auxiliar o seu salvador poderia tornar eficaz aquela táctica dos agressores.[{153}] Mas Vamiré repeliu energicamente o reforço, e obrigou cada um a reocupar o seu posto.

Apenas a coluna, contra ele dirigida, tocou em terra, a carnificina do Pzann espalhou nela o terror.

A sua alta corporatura, a sua clava enorme, a sua formidável destreza em despedaçar crânios, a agilidade dos seus movimentos, a sua voz autoritária, soberbamente humana, tudo isto pareceu produzir nos animais uma impressão como que supersticiosa.

Cheios de pânico, latindo desordenados, foram recuando.

Entrementes, a segunda coluna conseguira invadir a ilhota, sem desconcertar todavia a táctica dos comedores de vermes, sempre reunidos em grupos, e defendendo-se sem desanimo.

Do lado dos cães, as perdas eram consideráveis, e os tardígrados contavam uma vintena dos seus, postos fora de combate.

O animal sentia-se vencido, quando algumas frechas ervadas, partindo da margem, fizeram duas vítimas. Produziu isso um certo terror, e os grupos da costa aproximaram-se do centro. Os cães redobraram o seu furor, e, a pouco trecho, era terrível o número dos feridos humanos.

No entretanto Vamiré, depois da sua vitória, notara que os asiáticos despediam frechas, quase a descoberto, de trás dos arbustos. Por seu turno, tendido o arco, despediu algumas frechas.

Os orientais tiveram que se retirar para trás de grandes troncos, de onde os seus tiros eram muito incertos;[{154}] e contentavam-se em açular os seus aliados quadrúpedes, os quais, respondendo-lhes com latidos formidáveis, assaltaram com mais vigor os seus adversários. A situação agravava-se, tanto mais que a coluna, repelida por Vamiré, tinha entrado pela outra extremidade da ilhota, levando reforço.

O pobre tardígrado viu-se perdido, e o seu grito de guerra tornou-se plangente como um gemido de agonia.