Assim que a filha do Anselmo o soube, quiz logo ir ter aonde podesse falar-lhe.

—Isso, Deus te livre!—disse-lhe do lado uma visinha.—Se lá vaes, lá ficas! E, de mais a mais, teres de falar com soldados! credo!

—Lá isso—atalhou a moça—tambem o Simão é soldado, tia Joaquina!

Ao fim da tarde principiaram a chegar as ambulancias dos mortos e feridos. Vinham apinhados, uns com as cabeças ligadas, com as faces empastadas de sangue, outros com os braços ao peito, mutilados, outros com as pernas partidas, quasi todos moribundos!

Nunca se tinha visto uma cousa assim! Aos gemidos dos feridos reuniam-se os clamores da gente que se agglomerava para os vêr. Destacavam-se algumas phrases das ambulancias:

—Ai! minha pobre mãe!

—Ai! meus ricos filhos!

E as mulheres, quando isto ouviam, de cada vez choravam mais.

Alguem d'entre o povo ouviu gemer de uma das carretas da ambulancia:

—Meu… pae! Marga… rida! Eu morro!