As raparigas, que tinham saído da casa da sr.^a morgada, iam já perto do sinceiral do rio, e não tinham ainda visto o Simão. Desceram por uma vereda; e, quando chegaram á margem, gritaram algumas:

—Ó tio Simão! eh! tio Simão!

Ninguem lhe respondeu.

—Vamos topal-o em casa—propoz a mais expedita.

Arregaçaram as saias; e, pé aqui, pé ali, atravessaram cautelosamente para a outra banda.

Ao chegarem a casa do tio Simão, aldrabaram á porta; e a que bateu não ouvindo o ladrido do cão, exclamou para as companheiras:

—Querem vocês ver que o tio Simão já foi? O Fiel não dá signal!

Ao cabo de um instante, porém, appareceu o velhinho a abrir-lhes a porta. E Jesus! que gritaria! Fallavam todas a um tempo, e ninguem as entendia.

—Aposto que estava a ajanotar-se!—dizia uma.

—Ora, já viram? acudia outra. Como vae para o meio das moças, o tio
Simão enfeitou-se que nem um altar-mór!