—A pobre de Christo até ia a chorar; e o rapazinho de vêr chorar a avó, chorava tambem! Aquelle Torres, diabos o carreguem, é assim…

E mostrava a mão fechada, explicando:

—Um unhas de fome!

* * * * *

No anno seguinte não appareceu na romaria de S. Torquato a tia Custodia da Moita. Coitada! Como não queria confessar ao marido que tinha empenhado as arrecadas e o grilhão, fingiu-se doente, e não houve forças humanas que a tirassem de casa sem o seu ouro.

—Não que o seu homem—pensava a tia Custodia—se tal soubesse, e Jesus! era capaz de ir ter com o senhorio e fazer alguma desordem.

—O meu Joaquim?—accrescentava ella.—Boa! Tem sessenta e cinco annos; mas aquillo para armar uma bulha parece um rapaz!…

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Post-scriptum.

Agora veja-se o bom e o bonito!