—Mas quem será a mãe?—perguntava elle, tentando descobrir nas feições indecisas da criança uma denuncia.

—Quem sabe lá, sr. abbade—dizia a Josepha.

E com a dobra da mantilha resguardava dos olhares cupidos e profanos do padre o peito alvo e apojado em que a criança mamava.

—Mas que grande bebeda, sr. abbade!—rosnava a Joaquina.—Que grande... com licença de v. sr.ª... que grande cabra!

O abbade replicou-lhe:

—Não insulte as cabras, mulher; não insulte as cabras, que essas não engeitam os filhos.

Combinou-se ali em que as duas mulheres fossem pedir ao morgado para ser o padrinho.

—E se elle acceder—disse o abbade, safando-se para a residencia—mandem-me parte, que eu baptiso-o hoje mesmo. Vivam!

O fidalgo da Tojeira era madrugador. Andava já a passear ao sol da varanda alpendrada da casa, quando o criado lhe veiu annunciar que a do João do Espinhal e a do Cosme lhe queriam falar.

—Que venham aqui.