Logo que teve ensejo, chamou á puridade uma criada a quem confidencialmente havia encarregado de vigiar, na sua ausencia, todos os passos de Margarida Candida.
—Ella viu-o? perguntou de afogadilho André Pinto.
—Viu-o, sim senhor. Viu-o do muro do quintal.
—E tu então que «fizestes»?
—Eu fui logo a correr, e disse-lhe: «Menina, veja o que faz, não queira dar mais desgostos a seu tio».
—E ella o que respondeu?
—Ora o que respondeu?! Disse-me assim: «Eu cá não faço mal a ninguem. Meu tio tambem namorou.»
—Mentira! replicou André Pinto. O meu casamento foi fallado. Não sabias responder-lhe?
—Eu sabia cá, sr. André! Uma pessoa fica ás vezes embuchada com certas respostas.
—És uma lesma! Tu e um pannal de palha valem o mesmo.