—Olha! lá vem a madama, com uma bilha d’agua na mão. É para o quarto do frade, certamente.
Referiam-se a madame Cadillon, mulher do carcereiro, Francisco Antonio das Neves, o da Travessa. Era uma franceza, que tinha ido para a Villa como criada de um juiz de fóra, e que depois casára com o carcereiro, estabelecendo no Rocio uma estalagem.
Effectivamente madame Cadillon tinha sido encarregada, pela familia do Outeiro, de mobilar o quarto de frei Simão, não se poupando a despezas.
Quando o carro que conduzia o frade appareceu no topo da estrada de Cezár, toda a multidão se condensou em tropel para esperal-o na passagem.
O carro vinha coberto, de modo que frei Simão só poude ser visto na occasião de o tirarem em braços á porta da cadeia.
—O homem vem por um fio! commentava-se.
—Parece moribundo! Este já não chega a ir á forca...
—Elle vem tão mal, que trouxe o medico comsigo!
—E uma das irmãs para enfermeira! Olha! lá vae ella a subir agora as escadas.