—Fujo hoje.

—É impossivel! respondeu assombrado o Relva.

—Vossemecê o saberá, replicou frei Simão.

Effectivamente, o frade e o carcereiro fugiram n’essa noite, subindo ao telhado da cadeia, e passando ao da casa visinha.

Privado do movimento do braço esquerdo, pode calcular-se que prodigios de equilibrio e de esforço não teria frei Simão operado para, n’essas condições, realisar a evasão.

De telhado em telhado, pela viella de Rolães, foram os dois fugitivos descer á Eira.

Ahi despediram-se um do outro.

Frei Simão dirigiu-se para casa do capitão Varella, de Espargo, onde pediu abrigo por algumas horas.

Contra o conselho d’este amigo, quiz mudar de escondrijo, e seguiu jornada, durante a noite, para S. João da Madeira, contando com a protecção de outro amigo não menos dedicado que o capitão Varella.