O frade foi d’ali direito, com a sua guerrilha, a casa de Ignacio da Fonseca. Dispoz em cordão os guerrilheiros, e elle mesmo quiz bater á porta. Ninguem veio abrir. Tornou a bater. O mesmo silencio.

—Ou abrem ou metto a porta dentro! gritou, com colera, frei Simão.

Então, um criado, tremendo como varas verdes, veio abrir. Era o Manel Zarôlho.

Frei Simão, acompanhado apenas por dois homens, entrou altivamente.

—Dize a teu amo, ordenou elle ao Zarôlho, que lhe quero fallar.

—Meu amo, respondeu muito gago o criado, não está em casa.

—Veremos isso, respondeu frei Simão entrando.

E começou a revistar minuciosamente a casa.

N’um dos quartos interiores encontrou a mulher de Ignacio da Fonseca, que estava de joelhos, com os olhos fechados, rezando deante de um oratorio.