Frei Simão suppoz que as ordenanças lhe teriam perdido o rasto, e que ninguem saberia da sua chegada ao Outeiral: planeava, pois, dar ao romper da manhã um assalto ao convento, aproveitando a ausencia das ordenanças.

José Bernardo de Vasconcellos, quando viu o filho entrar na quinta, com a guerrilha, cheios de fadiga, derreados de cansaço, teve uma exclamação de profundo desalento:

—Ah! meu filho, que te vens metter no meio dos nossos inimigos!

Frei Simão sorriu e disse:

—Quiz a todo o custo chegar a Arouca, porque tenho a cumprir um juramento, e receei que o tempo me faltasse. O tempo ou a vida...

Mas ainda de madrugada já a quinta do Outeiral estava cercada por todas quantas ordenanças poderam reunir-se.

Não obstante, frei Simão deu ordem á guerrilha para que forçasse a passagem.

Pediu-lhe o pae que tal não fizesse.

—Meu querido pae, respondeu frei Simão, aqui não ha outra cousa a fazer.

As ordenanças apontaram armas contra a guerrilha, quando a viram assomar audazmente ao portão da quinta.