Soou a primeira descarga, e o fumo ennovelou-se no ar toldando, como uma grande e espessa nuvem, o azul purissimo da manhã.

Frei Simão, respondendo ao fogo, poude fazer recuar um troço das ordenanças, e abrir caminho.

Debaixo de uma chuva de balas, dirigiu-se para a serra da Freita, onde queria tomar posição.

Mas as ordenanças perseguiram-n’o em tanto numero e com tanto desespero, que a guerrilha se desconcertou: uns fugiram para a banda de Alvarenga; outros, com frei Simão, foram correndo sobre S. Pedro do Sul pela serra de Bustello e Cabreiros.

Sempre perseguido, cada vez com maior encarniçamento, frei Simão julgou que poderia desnortear as ordenanças escondendo-se para deixal-as passar.

Diz Soriano que o frade se metteu n’um côrrego da ribeira de Raques.[7] Era, diz a devassa, um barrôco da ribeira de Adaufe.

O ardil não dera o resultado que frei Simão esperava. As ordenanças descobriram o escondrijo e atacaram-n’o.

O frade conhecia toda a desvantagem da sua posição, logo que o ardil falhasse.

Mas não desanimou. Estimulou, com energicas palavras, a coragem dos guerrilheiros, e organisou de prompto a defesa.