O resto da guerrilha bateu-se com assombrosa bravura, apesar de muito castigado pelo fogo dos miguelistas.
Foi longo e renhido o combate, e as munições de frei Simão eram já escassas.
A devassa, para engrandecer a victoria, diz que os guerrilheiros presos eram vinte e um, e que tinham os boldriés ainda municiados de cartuxame. Seria preciso não conhecer frei Simão para acreditar que elle não luctasse até esgotar as suas munições.
Francisco Marques disse ao frade:
—Sr. frei Simão, eu vou atar o lenço na espingarda para acabarmos com isto, que já não pode durar muito.
—Não! nunca! replicou, indómito, o frade. A inimigos encarniçados não se pede paz. Quando se nos acabar o ultimo cartuxo, que nos matem ou que nos prendam, pouco importa. Tanto monta morrer hoje como amanhã.
E até gastar o ultimo cartuxo, a guerrilha de frei Simão sustentou, com heroico denodo, o tiroteio.
A derrota estava prevista; era certa.
As ordenanças cercáram a guerrilha, cada vez mais redusida pelo morticinio.