Teve razão, porque a hydra do absolutismo não ficára ainda esmagada em Arouca.

O capitão-mór fugitivo requisitou forças que fossem prender José Bernardo Pereira de Vasconcellos e seu filho Antonio, motivo por que ambos emigraram para o Porto.

A dentro das trincheiras liberaes, no Porto, Antonio Pinto, no empenho de fazer triumphar a causa que lhe tinha victimado dois irmãos, tomou sobre si a tarefa de organisar um batalhão de voluntarios de Arouca, que se lhe foram reunir.

Saibamos o destino de Margarida Candida, depois que fugiu do mosteiro.

Restaurada a liberdade, appareceu em Aveiro uma senhora vestida de preto, e acompanhada por uma criada, sua unica familia. Alugou casa n’aquella cidade, e ali se domiciliou. Todos os dias, pela manhã, visitava a egreja de Santo Antonio, e orava longo tempo ajoelhada sobre a sepultura de Joaquim Maria de Vasconcellos.

Esta senhora era a sobrinha de André Pinto.

O tio vivia ainda, mas estava refugiado em Hespanha, temendo-se principalmente dos seus adversarios politicos de Traz-os-Montes. Constava que tinha feito testamento deixando a pessoas extranhas algumas propriedades que tinham escapado á voragem de grandes despesas politicas. Mas, vindo a morrer em Hespanha, não se lhe encontrou o testamento, pelo que Margarida Candida se habilitou á herança.

Em Aveiro suppunha-se que a familia Vasconcellos de Cezár tinha estipulado a Margarida Candida uma mesada, que ella receberia em quanto os tribunaes a não reconheceram como herdeira do tio.

Ninguem revelou a D. Anna de Vasconcellos o fim tragico de frei Simão, mas é de suppôr que ella suspeitasse o que tinha acontecido, porque os seus padecimentos aggravaram-se desde 1833.