A enfermidade de que soffria pareceu retomar o seu antigo curso, por algum tempo interrompido, ou pelo menos attenuado. Sobreveio a difficuldade dos movimentos, a atrophia gordurosa dos musculos, a inercia, a cerrada tristesa que obscurecia o espirito, mas o tremor nervoso tinha diminuido.
Quando, porem, o periodo terminal da paralysia agitante tendia a accentuar-se, uma doença intercorrente, em 1837, apressou a morte.
D. Anna de Vasconcellos foi sepultada na egreja de Cezár.
O pai, acompanhado por alguns amigos, trouxe, uma noite, o feretro da filha para a capella de familia, onde se acha depositado.
Do fim de José Maximo da Fonseca sabemos pelo livro do sr. Martins de Carvalho, intitulado Apontamentos para a historia contemporanea.
«No dia 15 de dezembro de 1865—diz este livro, a pag. 102—falleceu em uma casa da misericordia de Lagos, no Algarve, um individuo com o nome supposto de Manuel do Nascimento, e conhecido pela alcunha de Fresca Ribeira.
«Este individuo, que tinha por profissão habitual concertar pratos e outros objetos de louça, e que se apresentava como caldeireiro ambulante, tinha o rosto desfigurado com polvora e com algumas cicatrizes.
«Era em todo o Algarve, em Beja e outras povoações do Alemtejo, voz geral que este homem fôra um dos que tomaram parte no crime commettido no dia 18 de março de 1828.
«Via-se que não era o que inculcava, porque mal podia comprehender-se que, sendo elle o que dizia, fallasse com correcção as linguas francesa e hespanhola, e tivesse conhecimento muito regular do latim.»
Os ultimos annos da existencia de José Maximo foram a suprema miseria de um desgraçado.