Dirigiu-se para os dois e, parando deante d’elles, disse tirando o chapeu:

—Desejo entregar ao sr. alferes uma carta de frei Simão de Vasconcellos.

Frederico Pinto mostrou-se algum tanto inquieto: receiou más noticias de Cezár.

—Peço licença ao meu coronel... disse elle.

—Á vontade, respondeu Sepulveda, affastando-se um pouco, e continuando a passeiar.

O ajudante leu com visivel interesse, e a sua physionomia, durante a leitura, revelava surpreza.

Quando chegou ao fim da carta, mediu com um olhar perscrutador a pessoa de José Maximo. Tudo o que se estava passando lhe devia parecer muito extraordinario, porque Frederico Pinto mostrava-se enleiado, sem atinar com o que havia de dizer.

Felizmente encontrou uma formula dilatoria, que lhe permittiu tirar-se do embaraço.

—Folgo muito de conhecer o sr. José Maximo, e, como deseja meu irmão, estou inteiramente ao seu dispôr. Louvo a sua patriotica resolução, e oxalá que ella possa ser util á salvação do reino. Mas vossa mercê comprehende que n’este momento não podêmos alongar-nos n’uma conversação, que lhe aproveite. O meu coronel está esperando por mim. Ámanhã fallaremos, se me der o prazer de procurar-me em minha casa. Acolá...

E indicou-lhe o predio em que morava e que José Maximo já aliás conhecia.