—E agora, perguntou elle, ainda não terás vergonha de namorar um descaradissimo maçon, para quem vales menos do que a Constituição?!

—Agora, meu tio, respondeu ella com firmesa, agora é que eu acho que elle é, mais do que nunca, um homem digno do meu amor.

—Ah! sim! exclamou André Pinto muito apopletico. Ah! sim! pois eu te ensinarei, minha tonta!

E fechou-se no quarto a pensar na melhor maneira de castigar a audacia da sobrinha.

A sua primeira idéa foi expulsal-a de casa: que fosse comer o pão que o diabo amassou. Pedisse esmola de porta em porta, já que não tinha juizo nem vergonha.

E deitou-se com esta idéa.

Mas de manhã accordou com outro projecto, que pareceu ser conselho do travesseiro.

Mandal-a-ia para um convento, e esse convento seria o de Arouca, onde havia uma freira sua parenta.

Margarida Candida, por sua vez, respondeu ao capitão narrando-lhe o que se tinha passado com o tio. Não podia dar mais eloquente resposta á carta em que Joaquim Maria lhe dizia um «adeus eterno.» Fosse muito embora eterno esse adeus, ella não amaria jamais outro homem: a prepotencia de André Pinto não conseguiria vencer a sua constancia, que era inabalavel.

O conciliabulo de Chaves jurou pela pelle de Joaquim Maria. Se vencessem, como esperavam, haviam de castigal-o severamente.