Chegando a Arouca, frei Simão entrou no pateo do mosteiro, e dirigiu-se á porteira perguntando-lhe se podia fallar á sr.ª D. Margarida Candida, de Chaves, que lhe constava estar ali recolhida.
Bem sabia elle que a resposta seria negativa. Mas fizera a pergunta unicamente com o fim de poder colhêr alguma vaga informação.
—Sóror Margarida do Amor Divino, respondeu a porteira, não recebe, nem falla a ninguem.
—Sóror Margarida!? repetiu com fingida surpreza frei Simão.
—Sim, porque professou ha coisa de mez e meio.
Frei Simão deitou conta ao tempo decorrido desde que a noticia chegára ao conhecimento de Joaquim Maria, e disse mentalmente: «É isso. Ha mez e meio.»
—Então é absolutamente prohibido fallar-lhe?
—São ordens superiores, que nos cumpre respeitar.
—Está pois em carcere privado?!