Que de noite á sua porta
Com famosos tangedores,
Que o Talaveiras conforta,
Lhe manda ternos amores
Sobre as azas da Comporta;
mas nem uma unica vez faz menção do Fado.
Nenhum dos poetas portuguezes que no seculo XVIII e na primeira metade do seculo XIX se tornaram mais populares emprega a palavra Fado na accepção de canção ou cantiga.
É certo que alguns estrangeiros que n’aquelles seculos, e ainda no anterior, visitaram Portugal, se mostraram impressionados, como lord Beckford, com o tom plangente da musica do nosso povo.
O barão de Lahontan, que esteve em Lisboa no seculo XVII, diz que alta noite vagueavam guitarristas pelas ruas tocando umas arias funebres como o «De Profundis.»