Deram pois a sua palavra de que respeitariam fielmente os decretos da sorte.

Trataram então de espertar a fogueira, que tinha servido para a caldeirada. E á luz d’ella fizeram, de cartas velhas e outros pedaços de papel, pequenas listas, em que escreveram a lapis os nomes de todos elles. Enroladas as listas, deitaram-n’as na copa de um chapeu. Depois inscreveram n’outras listas os nomes das quatro damas, mas, n’esta occasião, houve um protesto do proprietario das Alcaçovas, que reclamou a favor do recenseamento de D. Estanislada, como premio de consolação ao que ficasse a ver navios.

O jornalista observou que D. Estanislada já pertencia, pela mascarra, ao conselheiro Antunes.

O morgado sustentou o seu protesto, auctoritariamente, dizendo que, desde o momento em que a sorte era chamada a decidir, desapparecia a principio dos direitos adquiridos.

Por essa occasião o estudante observára:

—Sim, senhor! Fica abolido o direito pautal do azeite.

Todo o café Esperança ria, a bandeiras despregadas, com a narração do tenente Epaminondas.

Lançadas as cinco listas, e mais algumas em branco na copa de outro chapeu, procedeu-se ao sorteio, que deu o seguinte resultado:

Morgado de Reguengos—D. Hilda.

Proprietario das Alcaçovas—D. Maria Ignez.