O Castanha veio quasi em triumpho até á primeira esquina,—essa esquina que devia, em breve, converter-se para elle n’um monumento de gloria... salvo o mictorio.

Explicaram-lhe o caso, o que se tinha passado, e a duvida em que estavam quanto ao vocabulo sal.

O Castanha enviezou o olhar strabico ao cartaz, deteve-se um momento a engulir em sêcco, até que de repente, com a sagacidade de um charadista que combina idéas, perguntou:

—Elle como se chama ella?

O Castanha tinha o costume de anteceder pelo pronome—elle—todas as phrases interrogativas.

—Ella, quem? perguntaram-lhe.

—A madama que sahiu ao Vianninha?

—Salomé.

E o Castanha, desfiando as syllabas, Sa-lo-mé, monologava:

—Não pode ser isso!