—Como debaixo de mesa?!

—Pisando os pés um ao outro, D. Estanislada e o conselheiro! Estiveram toda a santa noite n’aquelle debique. Depois sahimos todos, mas o conselheiro, á sahida, disse a D. Estanislada que ás onze horas vinha o azeite...

—Oh! sim! o azeite! Serr uma combinação entrre ambos!

—Tal qual. Mas eu, que não gosto que me façam o ninho atraz da orelha, fiquei aqui á espreita por dentro dos vidros. Vi chegar o sr. estrangeiro e pasmar-se para a casa de D. Enrique. Vi chegar depois o conselheiro Antunes. O sr. estrangeiro fugiu, e o conselheiro entrou.

—Menina terr cerrteza que conselheirro estarr lá?

—Sim, sr.! Como dois e dois serem quatro...

—Pouca verrgonha!

—Ó sr. estrangeiro! mãe e filha é tudo a mesma loiça! A filha, quando não anda pela rua com todos os namorados, está á janella a catrapiscar a um e a outro, a todos os que vão chegando! O sr. estrangeiro tambem tem feito bem bonitos papelinhos!

—Serr porr brrincadeirra. E terr muitos namorrados?